ABRANTES . MAÇÃO . SERTÃ . OURÉM . MARINHA GRANDE
Aulas de Pintura e Desenho já reiniciaram. Vem experimentar pintar. Oficina de Cerâmica Inscreve-te já em:amarte.geral@gmail.com

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Mestre, Manuel Cargaleiro


Nascido em Chão das servas em 1927 no concelho de vila velha de Rodão. Cargaleiro é pintor e ceramista que conviveu com alguns dos maiores artistas de seu tempo na Europa, expondo e fazendo trabalhos por todo mundo, que conquistou o reconhecimento da crítica, dos seus pares, do mercado e um lugar singular na arte contemporânea. A sua obra dispersa-se pela cerâmica, pintura, gravura, guache, tapeçaria e desenho, mas é como ceramista que se destaca e que recebe maior reconhecimento, tendo executado painéis cerâmicos para o Jardim Municipal de Almada, fachada da Igreja de Moscavide (1956), fachada do Instituto Franco-Português de Lisboa (1983), estação do Metro de Champs Elysées-Clémenceau, de Paris (1995), painel para a escola com o seu nome no Seixal (1998), estação de serviço de Óbidos na auto-estrada do Atlântico (2000), fonte do Jardim Público de Castelo Branco (2004) e estação de metro de Lisboa Colégio Militar/Luz (Metro de Lisboa).
Participou no grupo da Brasileira, no Chiado e no grupo do Gelo, locais onde os artistas conviviam. A sua primeira viagem a Paris em 1954 foi marcante, pois afastasse da censura Portuguesa e contacta com a escola de Paris. Onde recebe a sua maior influencia com trabalhos de Roger Bissiére.
Em 2003 foi criado o Museu Industrial Manuel Cargaleiro, dedicado à arte da cerâmica, em Vietri sur Mare na província italiana de Salermo. O que só por si diz do reconhecimento pelo seu trabalho como ceramista, onde consegue fundir a cerâmica portuguesa com as cores desta costa de aguas mediterrânicas.
Agradeço a RTP2 pelo excelente documentário sobre a vida e obra deste grande artista português, tudo na primeira pessoa.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pastel seco




Os primeiros pasteis coloridos aparecem na Italia por volta do ano de 1500, com o artista Francês Jean Perreal, confirmado pelos escritos de Leonardo Davinci.


As primeiras cores a serem utilizadas foram o preto, o branco, o sepia e a sanguina, e durante muito tempo foi utilizada como tecnica de esboço.O pastel começa a ser utilizado nas suas origens como um meio seco e rápido de aplicação das cores ao desenho, para assim potenciar os volumes e se aproximarem mais a realidade, principalmente na pintura dos retratos e figura.


Para finais do século XVII o pastel cresceu como um género autónomo e fica associado ao nome de Rosalba Carriera (1674-1757), e aos seus elegantes retratos realizados com esta técnica.
Podemos então considerar esta artista como a pioneira desta técnica. Foi esta pintora veneziana, quem adquiriu grande sucesso ao trabalhar em França durante o reinado de Luis XV. As suas tecnicas foram perfeiçoadas por Maurice Quentin de la Tour quem se converteu no retratista mais popular desse seculo (1704-88).Eles foram seguidos por Mary Cassatt, Watteau, e por por muitos outros artistas. Mais tarde os pasteis foram recuperados por Delacroix e Degas... e desde impressionismo que todos os movimentos e grande parte dos artistas os usam.
Á esquerda o retrato de Olga koklova de Picasso e á direita branca de neve brincando com o trofeo do pai da Paula Rego.


Aconselho todos experimentar este material, a tocar o trabalho directamente com vossas mãos, sem pinceis. A paleta de cores é enorme, e podemos escolher o cor do papel ! Bons trabalhos!!!

sábado, 2 de agosto de 2008

Kaiser







Kaiser é o nome artistico de Gilberto Gonçalves, artista de Tramagal.É um tipo interessante e um bom tecnico, pinta a óleo sobre tela ,com muito amor. O conheço a pelo menos há dez anos e vi o seu progresso e agora, na junta de freguesia de Tramagal podemos ver as suas ultimas obras, mais maduras e com o titulo "O jardim da Utopia".

Flores inventadas, fadas a esvoaçar, nuvens e folhas, belas mulheres, "A condensaçao das cores e das formas é outro aspecto marcante, que torna as suas telas impares" diz o catalogo da exposiçao mas a realidade é que estamos a frente de obras que saem do coraçao. Kaiser nao se importa se é criticado pelo titulos dos seus quadros ou pelo que representam porque ele "vive os seus quadros", os sente e defende. é um daqueles artista que SÃO artistas e nascem em lugares imprevisiveis, como Tramagal, mas que sabem o que tem a fazer, pintar.
Espero que possam ter tempo para ver estes quadros e que enviem os vossos comentarios e esperamos em breve de poder fazer bóns trabalho co ele e outros jovens artistas.
Bravo Kaiser.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Ultimo quadro do Atelier de Abrantes

Este é o ultimo quadro finalizado no Atelier de Abrantes. É da Alexandra Pires, ou melhor, uma copia feita por ela, dum artista americano do sec.XIX, Nao é uma obra artistica, nao está aqui envolvido o pathos ou o genio artistico, mas sim muito trabalho, muita tecnica, muita paciencia.( Penso que foi um trabalho de pelo menos 8 meses..) e a Alexandra demonstrou assim aquilo que muitos alunos estao a desenvolver, uma tecnica apurada, um interesse em melhorar o proprio alicerce tecnico e assim sim, depois, poderá fazer obras proprias, personalizadas .
Iremos, neste blog, apresentar os trabalhos que os alunos estao a desenvolver e espero de receber muuuuuuitos comentarios, porque só assim poderemos crescer!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Pinturas a Oleo do sec V encontradas

Pinturas a óleo mais antigas do mundo são descobertas no Afeganistão.
As pinturas a óleo mais antigas do mundo foram descobertas nas cavernas que hospedavam os Budas de Bamiyan, as famosas estátuas gigantes entalhadas na montanha e destruídas pelo regime talibã em 2001.
A descoberta, que pode reescrever os livros de história da arte, foi feita por um grupo internacional de cientistas que analisou as amostras das pinturas murais junto à Instalação Européia de Radiação por Síncrotron (ESRF, sigla em inglês), na França.
Após a destruição, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que havia inserido as estátuas na lista dos Patrimônios da Humanidade, empenhou-se, ao lado de outros países na reconstrução as duas obras, que foram feitas a 1.500 e 1.800 anos atrás.
No âmbito deste projeto foram restauradas e estudadas também as pinturas murais que decoram o interior das cavernas.
As obras, do século V e IX d.C., representam cenas religiosas, com Buda em vestes vermelhas sentado aos pés de palmeiras em companhia de criaturas mitológicas.
Com uma combinação de técnicas de laser sofisticadas, que vão da microespectroscopia no infravermelho a microfluorescência a raios X, cientistas do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS) e do Getty Conservation Institute dos Estados Unidos, coordenados pelo Instituto Nacional para Pesquisa dos Bens Culturais de Tóquio, descobriram que as pinturas murais de 12 das 50 grutas foram feitas com uma técnica de pintura a óleo.
A descoberta impressionou os especialistas dado que as origens dessa técnica sempre foram creditadas à Europa, mais especificamente aos flamengos por volta de 1.400 d.C., como sustentava o artista e historiador Giorgio Vasari, ou aos primeiros séculos antes de Cristo, como escreveram o romano Plínio e o grego Galeno.
Trata-se "do mais antigo testemunho de uma pintura a óleo", já que as pinturas a óleo do período clássico, comentadas pelos autores gregos e romanos, nunca foram encontradas, ressaltou o principal autor do estudo, Yoko Taniguchi.
"Trata-se de uma descoberta muito relevante, é o primeiro documento tão antigo assim que testemunha o uso da técnica a óleo nas pinturas murais e demonstra o quanto tal técnica era difundida para estas pinturas, pessoalmente estou convencido de que os gregos e os romanos já a usavam", comentou o crítico de arte e assessor de cultura de Milão, Vittorio Sgarbi, que viu as pinturas ao vivo.

domingo, 27 de julho de 2008

Jantar de "alguns" alunos







Sabado, 26 de Julho, por iniciativa de algumas alunas, estivemos a festejar, num jantar, o fim do ano lectivo em Abrantes. Amigos, alunos e parentes aproveitaram de alguns bons pratos e do bom vinho alentejano para trocar impressoes e preparar os proximos desafios.
Agora vamos preparar o atelier. novos programas e ..outros jantares!!!!!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Paolo Uccello


A batalha de San Romano foi encomendada por Lionardo Bartolini Salimbeni, em 1438, è a maior obra-prima de PAolo Uccello, enorme pintor do quattrocento renascentista italiano. O triptico foi pintado em Firenze,com base de tempera e ovo sobre pranchas de madeira de choupo, onde Uccello rompe com a tradicional forma de pintar batalhas. Procurando levar a perpectiva, para o campo de batalha... e consegue-o, levando-a mais alem! Ele tinha mesmo uma grande obseção pelo ponto de fuga, procurando-o em todo lado, bem como dos constrastes do chiaroescuro. Nascido em Firenze em 1397, ganhou o apelido Uccello pelo gosto de desenhar passaros. Foi influenciado pelo escultor Lorenzo Ghiberti, de quem foi aprendiz durante 7 anos, e pelo grande arquitecto da renascença Filippo Brunelleschie. A oficina de Ghiberti era o ponto central da arte Fiorentina. Nesse periodo conheceu pintores renomeados, tais como Masolino e Donatello. Uccello procura levar estas noções de perspectiva da arquitetura para a pintura. Em pimeiro lugar utilizando o padrao do mosaico para dar sensação de profundidade, na batalha de San Romano utiliza as setas partidas e caidas no chão para esse efeito. A obra-prima retrata a batalha entre as tropas mercenarias de Firenze e os militares de Siena aliados aos Milaneses e è composto por tres paineis. Um esta na National Gallery de Londres, outro no Louvre em Paris e o ultimo permanece na Galleria Uffizi em Firenze. Muitos criticos de arte encontram muitas semelhanças entre esta obra de Uccello e a Guernica de Picasso. Principalmente na expressão dos cavalos de Guerra.